
A cada dia está se tornando mais difícil comentar os jogos do Bahia. Primeiro, porque o meu desânimo vem aumentando a cada rodada e em segundo, porque a história vem se repetindo jogo após jogo. Contudo, o jogo de ontem teve algumas características que me levam a pincelar alguns comentários. Estávamos com os desfalques de pelo menos 12 jogadores (noticiado nos meios de comunicação); Iríamos pegar um time que está lutando pelo G4 e terceiro jogaríamos fora de casa, onde o retrospecto do time é bom.
Como bom torcedor, em cima da hora do jogo, bateu a esperança que se repetiria a história de Bahia e Corinthíans.... O time iniciou o jogo arrumadinho, sofrendo um domínio inicial natural, mas mostrando que estava vivo no jogo e que poderia ameaçar a frágil e nervosa defesa adversária.
Sofremos o primeiro gol em um buraco aberto entre a zaga central e a lateral direita. Em seguida conseguimos um empate após uma jogada meio exdrúxula do nosso lateral (que teria permitido a jogada do gol adversário), fazendo justiça e demonstrando um equilíbrio entre as equipes.
Veio o segundo tempo e as circunstâncias não mudaram muito. Um leve predomínio adversário, mas equilibrado e o time demonstrando consciência e que poderia surpreender ao final. Isto, até a mudança inexplicável de Rafael por Cléber Carioca (e eu que pensei que já havia visto todos os absurdos com Arturzinho). Esta alteração determinou o resultado final. É certo que Cavalo tentou recompor um pouco seu erro colocando dois atacantes em campo. Pena que isto se deu de forma forçada por contusões dos seus alas. O erro já havia sido irremediavelmente cometido, pois a dose foi para Cavalo.
Passemos à análise individualizada:
Fabiano - É um goleiro mediano. Falhou; apareceu com belas defesas; foi inseguro em um lance e extremamente seguro em outro. Falhou feio no terceiro gol adversário. Nota 4,02;
Fábio - Uma no cravo outra na ferradura. demonstra não ter condições para disputar uma partida inteira. Nota 5,0. Foi substituído por Ananias que melhorou um pouco a movimentação do setor de ataque. Nota 6,03;
Douglas - Enquanto o esquema estava armado no 3-5-2, esteve bem. Com a entrada de Cléber Carioca, assim como todo esquema defensivo, se perdeu e apresentou algumas deficiências de posicionamento. Nota 6,0;
Rogério - O mesmo de sempre. Aguerrido, marcando bem embaixo se perdendo nas bolas aéreas. Com a entrada de Cléber Carioca ganhou mais liberdade o que permitiu uma maior exposição da defesa. Nota 6,05;
Marcone - Esteve bem. Errou alguns passes fáceis e pecou nas jogadas em evolução ao ataque. Nota 6,06;
Rogério Rios - É um excelente ala esquerda. Se comporta muito bem no apoio por aquele setor. Será que não contrataram ele errado? Este menino é ala esquerda e dos bons. Foi dos melhores em campo. Nota 7,0. Foi substituído por Charles que apresentou o mesmo futebol de sempre. Se deslocou bem pelos flancos e participou de alguns lances. Só. Nota 5,0;
7. Rafael - Esteve bem no jogo e quando se apresentava melhor foi inexplicavelmente sacado do time. Em entrevista na tv, disse que estava inteiro e que tinha sido substituído por opção tática do treinador. Nota 7,0. Foi substituído por Cléber Carioca que cumpriu bem o que lhe foi determinado...atrapalhou tudo. Sem nota;
Willames - Com muita garra "pulou bem a fogueira" em que foi colocado. Esteve bem no desarme e tocava bem a bola enquanto tinha alternativa com Rafael. Depois com o vazio criado com a entrada do zagueiro ficou um pouco deslocado em campo. Nota 7;
Galvão - Participou bem das jogadas e conteve bem os zagueiros adversários. Participou com categoria do segundo gol do Bahia. Nota 6,0;
Caio - Mal no primeiro tempo mais presente no segundo. Ao final apenas razoável. Nota 5,0
Paulo Roberto - É o melhor do ataque. Quando cai pelo lado esquerdo, só é parado com faltas. Ele e
Rogério Rios, daquele lado, são uma excelente opção ofensiva. Nota 7;
Roberto Cavalo - Responsável direto pela derrota. Fez uma alteração que descaracterizou completamente o time e empurrou o adversário todo para cima do Bahia. Que seja o primeiro e último erro deste porte, pois tem melhores condições do que Comelli e Arturzinho e não tem mais tempo para erros infantis. Pelo jogo até antes do erro capital, Nota 3,0 .
Ocemar Furquim de AlmeidaBahia.
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