Bi-campeão brasileiro 1959 - 1988 Estádio Roberto Santos - Pituaçú Capacidade - 32.400 lugares Denominações: Tricolor de aço, esquadrão de aço Mascote: Super-homem

sábado, 13 de setembro de 2008

Alheio às dificuldades do Governo com Pituaçú, Bahia se vira como pode


Últimos preparativos do tricolor para pegar o Criciuma


Os jogadores do Bahia participaram do último treino na manhã desta sexta-feira, 12, antes da partida contra o Criciúma, que acontece neste sábado.

O treinador Roberto Cavalo comandou o treino e optou por um trabalho técnico, com jogadas ensaiadas para cobranças de escanteios e faltas.

A novidade para a partida de amanhã deve ser a presença do atacante Jones. Ele treinou entre os titulares durante todo o coletivo de hoje.Enquanto o goleiro Darci participou de um treino físico, o lateral Luciano Baiano, o meia Elias e o atacante Marcelo Ramos treinaram com bola.

Contundidos, o lateral Fábio e o zagueiro Diego Martins continuam em fase de tratamento.
O Bahia enfrenta o Criciúma neste sábado, 13 de setembro, às 16h10, no Jóia da Princesa (Feira de Santana).


Bahia enfrenta o Criciúma em Feira neste sábado


Decididamente o Bahia nunca se sentiu em casa esse ano jogando em Feira de Santana. Tanto é que na Série B, o time só venceu três jogos como mandante. Entretanto, esta semana, depois da confrmação de que as partidas que restam até a reinauguração do estádio de Pituaçu serão disputadas na cidade, e ter a decisão apoiada por grande parte da torcida por conta da rivalidade com o Vitória, o Jóia da Princesa, outrora muito criticado, passa a ser enxergado de outra forma recebendo um tratamento de uma verdadeira pedra preciosa.

Até o público, que não tem passado da casa dos 3 mil pagantes, pode ter um aumento. O que serviria até como resposta favorável à recusa ao Manoel Barradas. No entanto, o gerente de operações do clube, Claus Dieter, não é tão otimista. “Eu acho que o público vai ser mais ou menos igual ao dos últimos jogos. A variação costuma ser maior por causa dos resultados anteriores. Não acredito que haja uma oscilação muito grande por causa disso, não”, confessou.

Realmente, os resultados não empolgariam os torcedores a enfrentarem os 108 quilômetros que separam as duas maiores cidades do Estado, pois o time patinou nas duas últimas rodadas com derrotas para Santo André, no próprio Jóia, e para o Barueri, em São Paulo.

HORÁRIO BOM – Por outro lado, o dia e horário da partida podem influenciar o público. Afinal, o dia de sábado, às 16 horas, é muito mais acessível do que nos dias de meio de semana à noite.

Fato é que, mesmo com os eventuais prejuízos financeiros e técnicos que possam ser decorrentes de jogar mais três partidas longe da cidade, muitos torcedores encararam como a escolha correta. Basta ouvir as conversas pelas ruas ou olhar as comunidades relacionadas ao clube no orkut para comprovar.

Por falar nos prejuízos, pela parte financeira, Claus Dieter garante que seria impossível quantificar. “Não existe nenhum cálculo porque a gente nunca jogou como mandante no Barradão na vida pra saber qual poderia ser o público. Não tem nenhuma base para fazer esse cálculo, a não ser o chute”, explica o gerente.

ATRAPALHA – Já o prejuízo técnico, ainda menos mensurável, pode ser sentido pelos tricolores já que o gramado do Jóia, que costuma prender a bola, atrapalha as características de alguns jogadores do clube como Ávine, Paulo Roberto e Caio, que baseiam grande parte dos repertórios de jogadas na velocidade. No entanto, no primeiro turno, o Bahia conseguiu vencer o Criciúma mesmo com o péssimo estado do gramado do Heriberto Hülse, em Santa Catarina.

Os jogadores vão precisar, mais uma vez, recorrer à tradição de crescer nas dificuldades para conseguirem um outro resultado positivo no jogo da volta. Afinal, além das contusões que tiram da batalha alguns jogadores experientes como o atacante Marcelo Ramos, contratado para ser o comandante do ataque tricolor, mas que conseguiu atuar em apenas três partidas até o momento, ainda existe o problema dos salários atrasados.

CRICIÚMA - O Criciúma, que já tem no atacante Jardel grande cabeceador, pode investir mais no jogo aéreo. Basta o técnico Paulo Campos decidir escalar o time com três zagueiros, aproveitando o grandalhão Cláudio Luiz.

Caso adote o esquema tático 3-5-2, como vem insinuando, o treinador, deverá escalar Cláudio Luiz ao lado de Wescley e Éverton. Com isso, o volante Coutinho deixa a equipe. Já nas outras posições, o time deverá ser á o mesmo que derrotou o CRB por 3 a 0.

Segundo o técnico, a entrada do Cláudio Luiz daria mais força no jogo aéreo, pois ele é um jogador de estatura muito elevada o Bahia é vezeiro em aceitar esse tipo de jogada.

Por outro lado, com mais um zagueiro, o time catarinense perderia um homem no meio de campo, setor fundamental em qualquer equipe, conforme Paulo Campos.

Neste sábado, 13, o treinador terá seu primeiro desafio fora de casa no comando do Criciúma. Mas ele está encarando o jogo com otimismo: “Gostei do Criciúma no último jogo, mas ainda tenho uma dúvida em relação ao melhor esquema. Realizamos uma boa apresentação diante do CRB, apesar do gramado encharcado. Foi uma vitória importante e que nos tirou da zona de rebaixamento”, lembrou o técnico.

Campos não quer se precipitar anunciando a escalação, pois não vê necessidade em se adiantar ao treinador rival na definição da equipe. "Ainda vou analisar a melhor formação, mas estou sentindo muita confiança, disposição e vontade de vencer nos jogadores, o que é fundamental", concluiu.
Com 26 pontos ganhos, o Criciúma conquistou uma boa vitória sobre o CRB na última rodada e o resultado positivo motivou seu trabalho.

Fonte: Atarde on line

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