Angelo Paz Redação CORREIOO jogo da sedução continua. Das sete empresas autorizadas pelo governo do estado a apresentar projetos para o futuro da Fonte Nova e área do entorno, seis confirmaram as propostas e aguardam até o próximo dia 30, quando será divulgado o vencedor do 'concurso'. Quem vai conquistar os corações dos técnicos do governo e da torcida?
As informações seguem em sigilo na Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), encarregada da análise e do suposto veredito final.
A novidade é a possibilidade de a vencedora ter que aproveitar as idéias das concorrentes. Nesse caso, os critérios, ainda não apresentados, ficariam por requisição do governo.
Enquanto isso, o CORREIO se mobilizou para descobrir a expectativa de cada um dos participantes. A penas dois foram encontrados para falar sobre o tema.
Única baiana no páreo, a Urplan (Grupo de Planejamento, Urbanismo e Arquitetura da Bahia) foi a primeira contactada.
A novidade é a possibilidade de a vencedora ter que aproveitar as idéias das concorrentes. Nesse caso, os critérios, ainda não apresentados, ficariam por requisição do governo.
Enquanto isso, o CORREIO se mobilizou para descobrir a expectativa de cada um dos participantes. A penas dois foram encontrados para falar sobre o tema.
Única baiana no páreo, a Urplan (Grupo de Planejamento, Urbanismo e Arquitetura da Bahia) foi a primeira contactada.
O arquiteto Carl Van Havenschild, um dos elaboradores do projeto, ressalta que a empresa apresentou a proposta legalmente mais viável. 'Queremos, além de viabilizar um belo equipamento esportivo, possibilitar benefícios sociais para Salvador a longo prazo' destaca, referindo-se, também, à construção de um ginásio aquático e de um shopping center, entre outros.
Havenschild afirma ainda que se os avaliadores priorizarem questões como a história da cidade, a Urplan tem grandes chances de vitória. 'Não vamos agredir o entorno do estádio. Locais tombados como patrimônio histórico, a exemplo do Dique do Tororó e do prédio do Ministério Público, na Avenida Joana Angélica, ficarão intactos', comenta.Em contrapartida, a Setepla Tecnometal, de São Paulo, se considera a concorrente com propostas mais realistas.
O arquiteto Marc Duwe defende seu peixe. 'Não vamos abaixar o campo para evitar problemas como lençol freático. A idéia é possibilitar ao torcedor mais contato com o gramado', enfatiza.
O projeto apresentado é para um estádio com capacidade de até 55 mil pessoas. O número é inferior aos 60 mil lugares exigidos pela Fifa para sediar uma semifinal da Copa. Sobre o tema, Duwe tem na ponta da língua a solução: 'Deixamos a parte sul do estádio, local de visualização do Dique, aberta para caso a Bahia deseje esses jogos. Se acontecer, construiremos ali os assentos necessários', diz. Ele admite liberar o anel inferior da Fonte para a realização de jogos durante a obra.
A Fonte é nossa!
Quando a Fonte Nova foi construída, já nasceu atrasadinha. Um ano depois da Copa do Mundo de 1950. Resultado: o Recife sediou jogo do Mundial e nós, não.
O sonho de um estádio grande demorou, mas chegou! Salvador já havia se tornado rota obrigatória do futebol, desde a origem do esporte no Brasil. Um dos primeiros fields ficava ali pertinho, no Campoda Pólvora.
Antes da Fonte, Salvador tinha um estadiozinho singelo chamado Campo da Graça. Foi ali o palco de grandes ídolos, como Popó. O Bahia, que nasceu para vencer, o Galícia, Demolidor de Campeões, o Vitória, campeão da técnica e da disciplina, e o Ypiranga, Mais Querido, fizeram os baianos mais felizes. O Estádio Octávio Mangabeira surgiu, assim, majestoso, do tamanho do nosso amor pelo futebol, ainda que homenageasse um político e não um atleta.
Agora, querem mexer com a Fonte Nova. As propostas vão até a absoluta modificação, com a morte súbita do templo, que seria posto abaixo pormeio de moderna técnica de demolição. Mas há quem prefira manter a estrutura original e promover adaptações. Talvez por respeito à rica história do grande estádio, inaugurado em 1951, com Botafogo 1x1 Guarany. O primeiro gol foi de Nélson, do pequeno Botafogo local. O recorde de público é de Bahia 2x1 Fluminense, pela Copa União: 110.438 pessoas. Mas a Fonte teve seus dias de tragédia. Em 1971, num tumulto generalizado, morreram duas pessoas, segundo números oficiais. No dia 25 de novembro doanopasado, foramsete vítimas depois que uma parte da arquibancada desabou.
As propostas Urplan e Tecnosolo querem aproveitar quase toda a estrutura atual da Fonte Nova. A capacidade do estádio fica em cerca de 50 mil lugares, conforme a Urplan, e 75 mil, no projeto da Tecnosolo. A Urplan quer fazer dois ginásios e uma praça pública, além de um museu do esporte.

KPGM planeja reformar a Fonte Nova para usar em programas sociais. Capacidade: 50 mil lugares. Nas proximidades, caberiam ainda um shopping center e um hotel, de acordo com os planos da empresa suíça com atuação no Brasil.Ponto Z propõe derrubar a Fonte e construir uma arena multiuso no padrão contemporâneo, com alta tecnologia e foco em marketing e negócios. A novíssima Fonte teria capacidade para 60 mil torcedores, conforme projeto divulgado pela empresa Ponto Z.
Setepla pretende derrubar a arquibancada superior e parte da inferior. Objetivo é melhorar a visão do público a partir da construção de um novo lance de arquibancada. Capacidade total: 50 mil torcedores. A Setepla quer fazer um hotel e um centro comercial, além de um novo ginásio para substituir o Balbininho.

Ernst & Young quer levar o estádio para o Parque de Exposições e substituir a Fonte Nova por centro de lazer, com ginásio de esportes olímpicos e local para shows, que hoje Salvador improvisa no antigo Parque Wet'n Wild, na Paralela. Nova Fonte teria cerca de 42 mil lugares. A proposta inclui moderníssimo centro de convenções.
A TORCIDA DECIDE
1 Reforma da Fonte Proposta é manter a estrutura do estádio e utilizar equipamentos de tecnologia de ponta
2 Demolição e fim de papo Idéia é colocar o templo abaixo e construir no mesmo lugar uma Fonte Novíssima
3 Mudança de local Construção da novíssima Fonte em outro lugar, na Paralela
(Reportagem publicada na edição de 25/09/2008 do CORREIO)
2 Demolição e fim de papo Idéia é colocar o templo abaixo e construir no mesmo lugar uma Fonte Novíssima
3 Mudança de local Construção da novíssima Fonte em outro lugar, na Paralela
(Reportagem publicada na edição de 25/09/2008 do CORREIO)
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