Tá é ficando chato ouvir as resenhas esportivas daqui da capital baiana, eu que sou fanático por rádio, que ouço rádio todo dia o dia todo, desde muito, quando trabalhava no Polo Petroquímico em regime de turno, peguei essa mania e até hoje, mesmo dormindo, carrego o meu na cabeceira. Mesmo agora munido de um potente notebook com 2 Gb de memória e HD de 120, duo core e etc, ainda assim não desprezo a velha mania.
De repente quase todas as emissoras aderiram ao formato de resenhas participavas, quando os torcedores, por telefone, e-mail e fax participam e passam suas mensagens. Tem sido deprimente por conta da redundância dos temas que essas participações trazem. Pode até ser muito democrático e tudo o mais que o romantismo aponta, mas é de uma pobreza terrível a maioria das participações.
Pior é quando seus apresentadores direcionam para participações temáticas, claro, nessas ocasiões buscam mesmo é subsídios para direcionar seus interesses. Foi assim, por exemplo, que retornaram a baila o tema sobre o Bahia jogar no Barradão. Tudo é claro para atender interesses encomendados.
Sobre essa questão o Bahia vive uma situação verdadeiramente constrangedora, muitos defendem esta saída como coisa civilizada, dos tempos modernos, criticam os dirigente dos dois lados pelos arcaísmos com que tratam essas relações comerciais, mas na verdade, esperam tão somente um sinal, principalmente da diretoria do Bahia, nestas pretensões, para apontarem as escopetas e dispararem aos discursos de humilhação e coisa e tal.
Triste foi ouvir um torcedor reclamar do que seria uma humilhação para o Bahia jogar no Barradão e na seqüência reclamar da diretoria que não se pronunciou ainda para tal, prejudicando a torcida que não podia comparecer a outras praças esportivas. Assim vive e gira a maioria dos comentários a respeito, inclusive nos site e blogs especialmente criados para malhar o tricolor. Defendem um entendimento, mas em verdade torcem mesmo por isso só por conta de ser mais um assunto frágil a ser explorado em detrimento do tricolor.
Enquanto torciam pelo quanto pior melhor, cavavam suas sepulturas e ao final ressuscitaram o velho sepulcro caiado. Paulo Virgílio Maracajá Pereira, viu!
Meu padrinho Davi, Jornalista conceituado em São Paulo nos idos de 70, por pouco não foi exilado, isso porque refugiou-se lá no nosso sertão, depois de mais de 15 anos de distanciamento. Em sampa, exercia na época a atividade de jornalista político, também fazia assessoria de marketing, muito embora não fosse essa a palavra da época, mas era uma das suas atividades mais solicitadas por ocasiões das eleições. No exílio sertanejo dedicou-se a bebericar excessivamente, talvez por conta da decepção de ver-se longe do seu habitat, o jornal.
Faleceu por conta de um ataque cardíaco, mas deixou alguns conhecimentos que até hoje, nós os mais íntimos, seus admiradores, algumas frases de efeito, que ele repetia quase que como uma doutrina, de forma que os que o rodeavam assimilaram e até admitiam como verdades absolutas, tamanho era sua credibilidade. Uma dessas suas tiradas dizia algo mais ou menos assim: Eu era uma criancinha, não tenho certeza do conteúdo. Falem de mim... Ainda que seja mentira, invencionice, melhor se for verdade, mas falando bem ou mau, falem de Edvaldo Paraíso de Carvalho. Isso talvez por pressentir-se da língua do povo, que comentavam seu gosto etílico excessivo naquela ocasião, desprezando todo o seu cabedal de poeta e jornalista conceituado.
Pode até ser que as rimas e o contéudo da frase não seja exatamente essa, mas queria nosso mentor explicitar que o melhor para um político é a evidência. Melhor ser espezinhado, enxovalhado e coisa e tal do que ser ignorado. Uma vez ignorado, está o homem politicamente morto. Pois é, meu padrinho Davi, mais uma vez me demonstra sua sabedoria quando busco me recordar dele.
Taí de tanto mexerem, ressuscitaram Paulo Maracajá, agora agüenta, senta que é de menta: “Voltarei à presidência para tirar o Bahia da crise”.
Agora provem para a grande massa tricolor, que ele sempre esteve lá, viu seu Nestor, Pinto, Fernando Jorge e outros menos votado, desafetos particulares. Vocês não deixaram a chama se apagar, agora falem de ditadura que ele vai falar de democracia.
Vem aí o salvador da pátria tão reclamado, de cara, na sua primeira investida, já ocupa completamente a mídia baiana, foram de saída três folhas do ATEC, ainda vem aí sabatinas outras para o promoverem, inclusive pelo programa de tv de maior audiência baiana Raimundo Varela.
Quando dizia que vocês não estavam deixando o cara morrer, fui severamente criticado e muitos dos nossos confrades midiaticos direcioram nossos comentários na sanha por bodes expiatórios.
2 comentários:
Rui a capacidade de Pituaçu, segundo o governador, será de 35 mil cadeiras.
Quanto a Maracajá é inevitável que ele assuma o que já é de fato.
Se a oposição tiver mais sócios e um projeto moderno para o Bahia S/A, ótimo, se quiserem permanecer nesse modelo falido associativo pseudo-profissional da década de 30 que fiquem os que deram certo nesse modelo um dia.
Compartilho a paixão pelo rádio, pena que o nível caiu tanto nesses 22 anos em que ouço resenhas.
Na verdade Rafael, o que sempre quis ressaltar, é que a oposição construiu a cada dia mais o nome Maracajá, sendo esta uma estratégia, ou burra ou pior pessoal, por conta disso até aqui nada se construiu desde 1994, quando de direito ele deixou o Clube, se de fato exerceu poder, foi poque lhes permitiram isso.
Como posso querer culpar quem exerce seus dominios. Fracos são fracos e em geral não sobrevivem numa guerra, é isso aí.
Pra ser sincero eu nunca acreditei que Clubes como o Bahia, venha ter gestão ultra-moderna, qual empresas privadas, assim como o Corinthiasn por exemplo. Podem até melhorar um pouco, se diferenciar um período, até alongar mais as crises períodicas, mas vai sempre ser assim.
Se desde muito, outros direcionamentos fossem daddos, deixando o velho Maracajá isolado,hoje ele estaria sepultado e sem chance dessa nova investida, mas, não, vem os nestores da vida e não deixaram o cara morrer.
Nisso tudo o que tivemos foi um aprofundamento de crise que tende a se prolongar mais e mais, pois a cada dia fica mais dificil a superação a curto prazo e a longo prazo não comporta no Bahia.
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